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sábado, 31 de outubro de 2015

BROTAS NA HISTÓRIA: O BRASIL, A BAHIA E OS DESBRAVADORES



O BRASIL, A BAHIA  E OS DESBRAVADORES



Neste artigo vamos falar brevemente sobre o descobrimento do Brasil, as capitanias hereditárias e a distribuição das terras do Brasil aos amigos da Corte Portuguesa, a sesmaria doada ao Conde da Ponte um imenso latifúndio que se estendia por toda a margem direita do Rio São Francisco abrangendo toda Chapada Diamantina inclusive as terras que compõem o município de Brotas e região.


  
Tela o descobrimento do Brasil
A historia do Brasil, da Bahia, da Chapada Diamantina e do município de Brotas de Macaúbas tem inicio oficial com o descobrimento do Brasil em 22 de abril de 1500, Com a Expedição de Pedro Álvares Cabral chegando às terras portuguesas da América, conforme previa o Tratado de Tordesilhas, no exato momento em que Pero Vaz de Caminha, escrivão oficial da Expedição, escreve a famosa “Carta ao Rei”, dando conta do descobrimento da Ilha de Vera Cruz e, tece ali suas primeiras impressões sobre a terra encontrada.

Daí por diante, a partir de 1501 os governantes lusitanos enviaram varias expedições, as primeiras com objetivos de reconhecimento das riquezas, outras visando à exploração mercantil e a parti de 1516 expedições que tinham objetivos militares, ou seja, impedir a ação de contrabandistas franceses. Depois em 1530, quando Portugal decide colonizar o Brasil, promovendo a ocupação efetiva da terra e em 22 de janeiro de 1532, Martin Afonso de Souza fundada a Vila São Vicente, o que é considerada como marco inicial da colonização do Brasil.

Tava dado inicio a divisão das terras brasileiras e sua distribuição, com o Estado português transferindo o ônus da colonização à iniciativa de particulares, uma vez que os gastos iniciais para o povoamento e montagem do sistema de exploração da capitania ficariam por conta do donatário. 
Mapa das Capitanias Hereditárias
Desta forma a doação de uma capitania era feita através de dois documentos: A Carta de Doação - Um instrumento jurídico que realizava a doação, e garantia ao donatário a posse da terra, uma sesmaria de dez léguas da costa na extensão de toda a capitania. E o segundo, A Carta Foral - Documento contendo os deveres do donatário - fundar vilas, construir engenhos, nomear funcionários e aplicar a justiça. E os direitos do donatário - a isenção de taxas, a venda de escravos índios e o recebimento de parte das rendas devidas à Coroa.

A história registra que a ocupação definitiva das terras brasileiras só se deu a parti de 1560, quando o governo Português perdeu posições comerciais na África e no indico e foi forçado a explorar as terras da América o que acelerou o processo ocupação e de doação das terras brasileiras através das Capitanias Hereditárias e Sesmarias as quais foram doadas a políticos, conselheiros, comerciantes, parentes e amigos do Rei.


A PROVÍNCIA DA BAHIA.

Mapa da província da Bahia
No atual território da Bahia inicialmente foram criadas três das quinze Capitanias implantadas em 1534, a Capitania da Bahia de Todos os Santos, a Capitania de Ilhéus e a Capitania de Porto Seguro, as quais, mais tarde, foram unificadas e reservadas para servir de sede do Governo Geral do Brasil, tendo recebido o nome de Província da Bahia – Primeira capital do Brasil.

Assim ocorreu grande desenvolvimento do o território da província da Bahia, o qual foi conquistado com grandes dificuldades, com as lutas para expulsar as tribos indígenas do litoral, (os quais defendiam aguerridamente seus territórios) e como a implantação da cultura de cana de açúcar, também com os currais de gado do Rio São Francisco e as missões religiosas que, viajavam pelo interior da província fundando núcleos populacionais e vilas. 

A CASA DA PONTE E A CHAPADA DIAMANTINA

No território da Chapada Diamantina, contam os cronistas da época que em meados de 1663, o Rei de Portugal, doou em regime de Sesmarias, ao Senhor da Casa da Ponte - Antonio Guedes de Brito – Todas as terras da Chapada Diamantina, como forma de ressarcimento dos gastos feitos pelo condado nas guerras contra os holandeses, na Bahia e em Pernambuco, com esta e outras doações, somadas as muitas heranças, os domínios de Antonio Guedes de Brito se estenderam por 170 léguas. - De Morro do Chapéu até a nascente do Rio das Velhas, englobando ai todas as terras das nascentes dos Rios Salitre, Jacuipe e Itapicuru, norte da Chapada Diamantina, na Bahia, as cabeceiras dos Rios Paraopeba e das Velhas, sul de Minas Gerais, tendo como limite oeste o leito do Rio São Francisco.

O vale do São Francisco e a Chapada Diamantina foi desbravada pelas entradas e bandeiras que adentraram o sertão a procura de riquezas minerais como o ouro e diamantes, além da captura de indignas para a escravização dando inicio a colonização da região. Foram as seguintes as Expedições que penetraram o sertão baiano a partir do século XVI.

Antônio Dias Adorno - Chefiou uma bandeira em 1574, que penetraram pelo sertão desde o norte de Minas retornando através do interior baiano.

Gabriel soares de Souza – Em expedição de 1591, morreu de impaludismo no sertão baiano – nascentes do Paraguaçu ou Salitre – depois de percorrer as cabeceiras do Itapicuru, Verde, Paramirim, e de Contas.

Belchior Dias Moréia – Viajou pelos sertões baianas passando pelas serras da Jacobina e do Assuruá, atravessou a Chapada Diamantina, até a serra de Macaúbas.

Marcelino Coelho – Atravessou o sertão baiano, atingindo o rio Verde e Assuruá acompanhado pelo padre Antonio Gomes que noticiou que na região do Assuruá ao Rio Verde ouviram certa noite grandes estrondos e dali subia enormes bulções de fogo, fenômeno que os deixaram admirados.
José Pereira de Matos - Garimpeiro de Diamantina e Grão Mogol (Minas Gerais), descobriram as minas de Diamante de Brotas de Macaúbas (Olimpio Barbosa) o que é confirmado por (Francisco Borges) que o alferes explorou a região do Assuruá e em 1834 apanhou diamantes na Chapada Velha – antigo distrito de Brotas de Macaúbas.


A COLONIZAÇÃO E OS INDÍGENAS.
A ocupação socioeconômica da Chapada Diamantina resultou da expansão da pecuária no vale do São Francisco e das descobertas auríferas nas nascentes dos rios de Contas, Paramirim e Itapicuru, o que atraiu para as terras altas da Chapada Diamantina, pôr volta de 1700, Manoel Nunes Vianna o qual, a pedido da Casa da Ponte, estabeleceu seus domínios nas terras do Morgado, as margens do Rio Verde o qual perseguiu, escravizou e exterminou os indígenas que habitavam a região, a ponto de serem encontrados, nas proximidades de sua morada, num riacho um verdadeiro cemitério de ossadas de indígenas. Manoel Nunes Viana se manteve nos domínios da Casa da Ponte com tal Cerezo, que ficar conhecido pela alcunha de “Gerente de Sertão”. 

Manoel Nunes Viana ´O gerente do Sertão

Estas expedições que desbravaram o sertão baiano, para as populações indígenas que habitavam a região, representaram o inicio de uma luta desigual que resultou na exterminação das tribos que habitavam o território da Chapada Diamantina. A busca aos escravos indígenas, se apresentou na Chapada, assim como em todo território da Bahia, sob a forma de uma casada implacável, que representavam à escravização ou a morte das populações nativos, as quais defenderam com bravura sua liberdade e resistiram com veemência à invasão de seu território.
Os constantes ataques as tribos indígenas foram tão acirradas que resultaram na exterminação das tribos que habitavam a território da Chapada Diamantina, a exemplo do que acontecera com os índios da tribo Maracás, que viviam entre as cabeceiras do Jequiriçá, Serra do Orobó, Rios Paraguaçu e de Contas, na Serra do Sincorá.
Na Chapada Diamantina os indígenas foram massacrados e dizimados pela Bandeira de Estevão Ribeiro Baião Parente – paulista especialista no combate a indígenas, que comandando cerca de 400 homens brancos, fora mamelucos e índios, contratado em 1671, pelo Governador Geral do Brasil – Alexandre de Souza Ferreira, – para comandar o ataque aos Maracás. Após o combate o bandeirante resolveu ficar na Bahia e em 1674, comandou novo atacou aos índios promovendo o massacre dos remanescentes da tribo que sobreviveram ao primeiro ataque.

Posteriormente Estevão Ribeiro empreendeu novas incursões contra outras tribos que habitavam as terras Altas do Sertão da Chapada Diamantina. 

A OCUPAÇÃO DEFINITIVA DA CHAPADA
O povoamento definitivo da Chapada Diamantina adveio inicialmente pelo oeste, com as fazendas de gado implantadas no mega latifúndio de Antônio Guedes de Brito e seus sucessores, ocuparam lentamente os vales dos rios e posteriormente os planaltos. Por outro lado, a descoberta de garimpos de ouro nas Serras de Jacobina e do Tomba, atraíram mineiros paulistas e baianos, para as circunvizinhança dos garimpos o que exigiu a ampliação das policulturas agrícolas, desenvolvendo os circuitos comerciais regionais. 
Com base no livro inédito de Wanderley Rosa Matos
Sábado que vem vamos conhecer Carlos Rodrigues e Felipe Mendes.
FOTOS E ILUSTRAÇÕES DA INTERNET 
BROTAS NA HISTÓRIA: O BRASIL, A BAHIA E OS DESBRAVADORES
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