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quinta-feira, 2 de julho de 2020

COMPORTAMENTO - A PARTICIPAÇÃO CIDADÃ NA CONSTRUÇÃO DO MUNICÍPIO


A Gente Que Faz - A Participação Cidadã Na Construção do Município
Por Rôney Araújo
As primeiras cidades surgiram por volta de 3.500 a.C. nos arredores do Rio Eufrates, na região da Mesopotâmia. Se caracterizavam, basicamente, em porções pequenas de terras com baixa densidade de moradores, os quais se organizavam por meio da força laboral na agricultura, artesanato e no comércio variado de produtos. O tempo passou, o modo de vida das pessoas se modificou e os cenários urbanos de outrora nada tem a ver com os de hoje. Em meio ao aparecimento das metrópoles e seu conturbado processo de ocupação e desenvolvimento, o conceito de “morador” parece ser insuficiente para demonstrar o real papel exercido pelos citadinos frente ao local no qual residem, sejam em grandes ou nos pequenos centros.

A palavra “cidadão", em seu significado abrangente, expõe com clareza e dialoga bem com essa relação do morador com seu lugar. Essa relação nos diz muito quando pensamos como a nossa cidade poderia ser e como realmente ela é. Ela é, de fato, um reflexo direto dos seus cidadãos. Ter isso em mente é o ponto de partida para entendermos a tarefa desempenhada por cada um diante da sua região. A cidade que queremos ter depende daquilo que queremos ser, das relações sociais almejadas, do estilo de vida cultivado, da coexistência com a natureza e dos valores cujo quais temos como parâmetros. Todo esse repertório é parte importante para o fortalecimento da engrenagem comunitária a qual todos nós participamos. 

Se por um lado as chamadas cidades projetadas — levando em conta o crescimento sustentável, tecnologicamente digitais, pois prometem entregar qualidade de vida ímpar às pessoas — é o sonho de qualquer um, por outro, o papel do cidadão frente a essa busca se ofusca, ao passo que é tido como menos importante sua atuação como agente de transformação social. Ora, se algo já foi projetado com a finalidade de ser eficaz em sua totalidade, dispensa interação para os envolvidos no percurso. Entretanto, a realidade dos municípios brasileiros não está nesse patamar, embora colha os mesmíssimos resultados no sentido de ter cidadãos apáticos, alheio às suas responsabilidades sociais e com uma única fonte fomentadora de mudanças na área urbana, nesse caso, a prefeitura.

Em Brotas esse fenômeno é observado desde sempre. Não é raro ouvirmos comentários sobre a ineficácia de quem administra o município. Geralmente as críticas englobam vários campos da vida humana: a falta de remédios nos postos de saúde, as estradas vicinais e seus estados, a inexistência de empregos para juventude, etc. É inegável a incumbência dessas ações partam, a princípio, do poder público municipal, afinal a gerência dos recursos cabe a este. Contudo, a equação não se resolve tão facilmente. As lacunas existentes nesta demanda ficam evidentes cobrando de nós uma postura mais ativa. Ou nos organizamos e tentamos atenuar os problemas, ou esperamos o(a) prefeito(a) se mexer.

Como tirar o CNPJ de uma Associação
Ao escolhermos não esperar pela ação governamental, estamos, categoricamente, exercendo nosso papel de cidadão, lutando pelo bem-estar da sociedade e desenvolvendo a consciência coletiva. Na prática, há inúmeras formas de nos direcionarmos a esse movimento. A Associação de Mulheres Brotenses, por exemplo, é uma iniciativa concreta de representação cidadã a qual precisa ser incentivada e copiada. No comércio, temos Associação Comercial e Industrial Brotense, (ACIBRO), na zona rural há as Associações de Bairros, enfim, organizações essas essenciais para o funcionamento do tecido social. Elas têm em comum a busca por melhorias sempre levando em conta o espírito coletivo, pois a junção de pessoas com os mesmos objetivos torna a empreitada menos complexa.

A rigor, o sentimento de incômodo deve estar presente nos brotenses de maneira contínua, pois é ele a mola propulsora capaz de nos tirar da zona de conforto e nos fazer lutar para mudar os cenários desfavoráveis. A participação na gestão e vida pública é essencial para nos tornar conhecedores sobre os acontecimentos do nosso município, bem como para propor melhorias e cobrar dos nossos representantes, seja o prefeito ou os vereadores, a efetivação das mesmas. Além disso, é obrigação do poder municipal viabilizar plataformas nas quais os cidadãos participem da elaboração e avaliação de políticas públicas. Essas, portanto, devem ser canais perenes e encaradas como ferramentas basilares para qualquer governo.

Não se pergunte o que Brotas pode fazer por você, mas sim o que você pode fazer por Brotas. Por generalização, a retórica serve também para qualquer outro lugar ou pessoa. Daí advém a reflexão sobre o papel do cidadão e sua responsabilidade em estabelecer uma sociedade melhor. Não é dada a obrigação somente aos governantes de construir uma cidade digna para se viver. De ações individuais resulta o respeito ao interesse da coletividade. Ao exigir ética e eficiência na política e na gestão pública, estamos agindo com o mesmo empenho no trato com o local em que vivemos? É disso que se trata, da necessidade de coibirmos comportamentos nocivos e transformá-los em ações positivas para o meio social. Não devemos nos contentar em sermos moradores, mas sim cidadãos. Perante isso, te pergunto: o que você está fazendo para melhorar sua cidade?

Fotos Ilustração da Internet 
Da Redação, 03/07/2020
COMPORTAMENTO - A PARTICIPAÇÃO CIDADÃ NA CONSTRUÇÃO DO MUNICÍPIO
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