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domingo, 25 de abril de 2021

BROTAS DE MACAÚBAS: APENAS RESTRINGIR O COMÉRCIO NÃO RESOLVE O PROBLEMA







BROTAS DE MACAÚBAS: APENAS RESTRINGIR O COMÉRCIO NÃO RESOLVE O PROBLEMA

Morrer de fome ou vítima do Coronavírus, eis a questão! Esse é o dilema dominante nas mentes de incontáveis homens e mulheres espalhados Brasil afora ao constatarem a impossibilidade de exercerem suas atividades laborais. O conflito está posto frente às restrições estabelecidas por governadores e prefeitos a fim de conter o aumento nos números de casos de Covid-19. No município de Brotas a prática segue a mesma lógica. Atualmente, dois decretos vigoram restringindo a abertura do comércio não-essencial. Em um deles, com caráter abrangente, suspende todas as ações comerciais na região do Cocal, deixando os cidadãos do lugar em situação dramática.

Decerto, é inequívoca a intenção positiva por trás das medidas de combate à propagação do agente infeccioso, afinal, por ser de fácil contágio, evitar aglomerações sempre será uma ótima escolha. Contudo, uma providência efetiva em face ao orçamento dos brotenses deve existir, uma vez os comerciantes e prestadores de serviços estarem encurralados, sem dinheiro e impedidos de trabalharem. Ora, é justamente nesse ponto o cerne enfocado nessa análise. O poder público municipal, por acaso, não poderia oferecer subsídios para a população mais vulnerável atravessar essa tormenta?

A resposta é sim! Não precisa ser um gênio para intuir nesse sentido. Primeiramente, é sabido que o Governo Federal está promovendo um ínfimo valor em auxílio emergencial para uma parcela dos brasileiros. Seguindo essa tônica, faz-se necessário o prefeito de Brotas desvincular parte das receitas do município e viabilizar uma ajuda pontual e imediata às famílias em fragilidade financeira atingidas pela vigência dos decretos. O tal do Bolsa Família Municipal poderia surgir agora; ajudaria o pessoal necessitado e, de quebra, cumpriria uma promessa de campanha amplamente alardeada e até agora presa ao papel. 

Se por alguma razão o Bolsa Família não for viável, que tal um auxílio emergencial destinado aos proprietários de bares e restaurantes? Como? Talvez reduzindo em 20% os salários dos cargos comissionados e o valor economizado passaria a ser aplicado em um fundo para esse fim. A duração de tal política iria perdurar enquanto os decretos tivessem em voga. Sem dúvida o procedimento seria de simples execução e traria oneração zero ao erário municipal. 

Obrigar as pessoas a ficarem em casa e não oferecer a elas as condições para tanto, é, no mínimo, insensibilidade! A Covid impõe medo, mas a fome é mil vezes mais amedrontadora. Quiçá queríamos aqui estarmos exagerando, onde, de fato fosse, alguns conterrâneos não estivessem passando por privações; todavia a realidade é implacável. Já temos notícias, infelizmente, de indivíduos nesse estado calamitoso, sobretudo na zona rural. Estão em pânico com a edição da normativa sem saberem como farão para sobreviverem, por se verem obrigados a manter as portas trancadas de seus estabelecimentos.

Em contato com esse colunista, Andréa Reis e Patrícia Pereira, ambas donas de bares na sede do município, relatam o quanto estão preocupadas com a condição atual. Segundo elas, os proprietários de bares e restaurantes estão a míngua e sem nenhuma perspectiva de melhora, pois não sabem quando poderão retomar o expediente. E o que fazer com as contas no fim do mês? Elas indagam! Assim como dito anteriormente, custear uma ajuda financeira para esse público seria de suma importância por parte da Administração municipal, tendo seu modelo discutido e formulado por todos atores envolvidos, prefeitura, comerciantes, ACIBRO e demais integrantes da sociedade civil. 

Além disso, quando pensamos nos estragos psicológicos encarados por esses sujeitos a carga de dramaticidade aumenta ainda mais. Dilacerada fica a alma de um pai ou mãe de família vendo sua prole faminta e a despensa vazia. Outros tantos também tiveram sua vida financeira arrebentada, sem ao menos honrarem os compromissos assumidos e se valendo, muitas vezes, a parentes ou a pequenas reservas já há algum tempo exauridas. Esse arsenal tóxico mental mexe com cabeça de qualquer um, e se confirma pelo quantitativo exponencial de pacientes com depressão, crise de ansiedade e também suicídio ao longo dessa pandemia.

Desta forma, a fim de atenuar os impactos trazidos por esse momento tão complicado, é de urgência que o gestor municipal adote medidas para auxiliar o povo. Seguir as recomendações sanitárias e adotar um protocolo seguro é muito bem-vindo, mas de nada adiantará se a população estiver com a barriga vazia em casa. Longe da defesa de ideias populistas e do empobrecimento proveniente do discurso proselitista, o protesto aqui refere-se unicamente para criação de um programa de distribuição de renda e/ou entrega perene de alimentação enquanto durar os impedimentos para a reabertura do comércio. 

Oferecer uma saída é imperativo e crucial nesse instante. O Executivo deve liderar os trabalhos e propor alternativas céleres visando melhorar o cenário. Apenas fechar tudo não resolve! Essa medida deve caminhar ao lado de outras com cooperação harmônica entre elas para garantir a finalidade do tento. Entregar o povo a sua própria sorte já é inconcebível; em um contexto pandêmico, o qual vem ceifando milhares de vidas; é pior ainda. Os brotenses carecem de ajuda e ela deve vir daquele cuja a vitória foi dada nas urnas. Chega de cards bem-feitinhos nas redes sociais! É hora de agir! 


Foto da Redação

26/04/2021

 

BROTAS DE MACAÚBAS: APENAS RESTRINGIR O COMÉRCIO NÃO RESOLVE O PROBLEMA
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