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terça-feira, 19 de junho de 2018

BROTAS DE MACAÚBAS: AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE SOBRE O PROBLEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA SEDE DO MUNICÍPIO

Foi realizada nesta terça-feira (18), Audiência Pública sobre o Sistema de Abastecimento de Água da sede do município de Brotas de Macaúbas. O evento aconteceu na Escola Nossa Senhora de Brotas, e contou com a participação da sociedade civil, governo municipal e representantes da EMBASA (Empresa Baiana de Águas e Saneamento). 
O problema de abastecimento de água que se estende por vários anos em Brotas, gera discussão e questionamentos. Assunto de extrema relevância que, numa audiência como essa, a participação popular é muito importante. Por se tratar de um bem tão precioso para todos, e que ao longo dos anos vem ficando mais escasso, esperava-se mais pessoas para debater sobre o assunto, mas os moradores que compareceram levantaram questionamentos importantes. 
Dentre eles, o de Dona Maria do Vale que indagou sobre o aumentou a tarifa cobrada e a diminuição da quantidade de m³ para tarifa mínima. Para ela, numa residência com mais de três pessoas, fica praticamente impossível gastar apenas a 6m3 por mês e o valor que excede acaba se tornando muito caro. O Sr. Gustavo Lima Magalhães, gerente regional da Embasa, disse que a tarifa foi estabelecida pela Coresab. O órgão fiscalizador dos serviços de saneamento no Estado da Bahia. Em 2016 o órgão fez audiências públicas e haviam sites disponíveis para ouvir a população da Bahia. Vários moradores se queixavam que gastava entre 3 e 6 m3 e pagavam por 10m3. Com isso a Agência Reguladora reduziu a faixa mínima de 10 para 6. 
Outro assunto de extrema importância levantado pela professora Genelísia, foi sobre os carros particulares que no ano de 2015, quando a crise de água se agravou e as ruas ficavam até 20 dias sem água, carros particulares comercializavam a água da Embasa, e ela não entendia como isso era possível, pois para esse fim, existia água no reservatório. "Por muitas vezes via aqueles carros passando, até que um dia descobri que a água vinha do reservatória da Embasa", diz Genelísia. "Eu como cidadã não achei justo que a população pagasse pela água que era de obrigação da própria Embasa realizar a distribuição. No entanto, pessoas cobravam por algo que, além de não estarmos recebendo em nossas torneiras, já era pago para a Embasa realizar o abastecimento", ressalta...
O gerente disse desconhecer dessa informação e que iria apurar o caso. Essa prática é contra as normas da empresa. Se alguém estiver comercializando é crime. Quando a embasa disponibiliza os carros pipa, nenhum valor é cobrado nos momentos de crise. Gustavo falou que a água no reservatório só será disponibilizada para a prefeitura e de maneira alguma está liberado para que carros particulares abasteçam.
A professora Gislene questionou sobre a mudança de quantidade de cloro em épocas do ano. "Em determinada época, é bem perceptível o cloro na água", diz a professora. A Gerente do Escritório de Seabra, a Sra. Ana Carolina Dias explicou ao BN após a audiência, que entre todos os quesitos, exige se que tenha residual de cloro tanto na rede de distribuição quanto na chegada até consumidor. O cloro não faz mal à saúde; é a garantia de que onde há existência de cloro não há contaminação alguma. São feitas coletas em diversos pontos da cidade para comprovar se está dentro do padrão. Além das análises no próprio laboratório. E a vigilância sanitária do município tem acesso ou pode solicitar todas as análises e confrontar com os parâmetros da portaria MS.
Dentre os vários questionamentos e sugestões, Luciano, representante do BN, ressaltou que a cidade necessita urgentemente da contratação de mais funcionários para atender a população. Ele acha que é muito difícil para os dois funcionários atender a demanda da cidade. Para esse questionamento, Gustavo explicou que o parâmetro é 1 agente de sistema para cada 1000 ligações. Atualmente em Brotas há um total de 1.626 ligações.  Então, apenas num sistema com mais de 2000 ligações contempla 3 agentes e assim por diante. "Portanto, não temos autorização para contratação de mais um profissional", diz o gerente regional. "A particularidade de Brotas é que melhorando o abastecimento, a demanda dos funcionários diminui. Então a preocupação maior no momento é melhorar a condição de abastecimento", completa. 
Entre as diversas opiniões na audiência, a do morador Willian, que disse se preocupar com política da Embasa que é a perfuração de poços. Para ele, é uma medida que não irá resolver o problema de abastecimento de água. Um investimento na nascente do Pau Louro, maior fonte de água da cidade, é uma ação de extrema importância, mas que há anos não se tem uma atenção para o local. A professora Leila Porto também chamou atenção para a nascente do Pau Louro. Lembrou da época de infância onde o lugar era de água em abundância e ao retornar recentemente ao local, ficou triste em ver como as pessoas vem destruindo o meio ambiente. Destacou que o local não há isolamento e há vestígios de que pessoas fazem farras no local, deixando lixos espalhados pelo lugar e sugeriu o isolamento da área. Para essa sugestão, a Embasa prevê colocar portões, mas precisa pedir e/consultar a liberação junto Inema. Contudo, portões não será suficiente para bloquear a entrada de pessoas que, como foi mencionado, encontrado carvão, copos plásticos deixando rastros de destruição no local. Para esse problema, as pessoas precisam se conscientizar por se tratar de um local tão importante para o município.
Após a apresentação dos representantes da Embasa, onde mostram alguns dados com as altas despesas que a empresa tem, o Vice Prefeito, Júnior Feitosa, fez indagações baseado em vários questionamentos que são dos moradores, em relação ao faturamento da empresa. "Na apresentação, vocês relatam quanto gastas, mas não revela quanto ganhas", enfatiza Júnior. Segundo informações da embasa, o faturamento é menor que a arrecadação e que a empresa faz mais um papel social que é de levar a água para a população do que para obter fins lucrativos. Para esclarecer essas dúvidas da população, Ana Carolina chama atenção para um fator importante que o município está iniciando. O Plano Municipal de Saneamento. Nesse plano, são informados tudo sobre o sistema com a participação popular. Dentro do plano estará bem detalhado valores x despesas (Faturamento x Arrecadação). Na audiência, além do vice-prefeitos, outras autoridades municipais estiveram presentes, como o Presidente da Câmara, Cleiton do Araci e alguns secretários municipais. O Prefeito Júnior justificou ausência por está estar cumprindo agenda em Salvador, no lançamento do Plano Safra 2018-2019.



Fotos Reprodução/BN
Da Redação, 19/06/2018





BROTAS DE MACAÚBAS: AUDIÊNCIA PÚBLICA DEBATE SOBRE O PROBLEMA DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA NA SEDE DO MUNICÍPIO
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