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terça-feira, 8 de setembro de 2020

BROTAS DE MACAÚBAS: NÃO É RAZOÁVEL MANTER A PROIBIÇÃO DAS FEIRAS LIVRES

 Coluna A Gente Que Faz - Não é Razoável Manter a Proibição das Feiras Livres

Por Rôney Araújo


Na edição 248, do Diário Oficial do Município de Brotas de Macaúbas, do dia 07 de setembro, foi aditado novas medidas de prevenção e combate à Covid-19. Entre elas, segue mantido a suspensão das feiras livres, mas, em compensação, os bares e estabelecimentos afins poderão funcionar, em paridade com as medidas sanitárias, de quinta a domingo. Não há dúvida, ao menos da minha parte, sobre a intenção positiva da Gestão municipal em evitar o alastramento do vírus por meio do aglomerado de pessoas, e isso acontece desde o início da pandemia; todavia, suspender os funcionamentos das feiras parece razoável?

Advogo, dentro do princípio democrático, no sentido de não enxergar razoabilidade nessa decisão e levanto alguns pontos a fim de sustentar esse posicionamento. A viabilidade econômica das feiras livres é um aspecto de suma importância, uma vez que os agricultores e pequenos comerciantes expõem suas mercadorias e as vendem nesses espaços colaborativos. Quando se proíbe os eventos, interdita essa possibilidade, causando prejuízos para os atores envolvidos. Há quem argumente sobre a continuação do comércio por meio do delivery, mas sabemos a limitação da ferramenta, pois essa não contempla todo mundo. Muitas vezes, levamos para casa produtos os quais nem tínhamos a intenção de comprarmos, mas compramos por estarmos naquele local e, aproveitando a estada, levamos mesmo assim. Com o delivery, isso não ocorre. Solicitamos somente o desejado e paramos por aí.   

A socialização promovida na ocasião também é algo a se considerar. Nas feiras, batemos papo, revemos amigos e fortalecemos os laços interpessoais. Para muitos, é uma fuga de uma realidade desfavorável a qual desanuvia quando imersos naqueles ambientes. Numa pandemia, isso faz mais sentido ainda. Com a população trancadas em casa, é salutar o oferecimento de algum momento de distração, trazendo à tona parte da rotina de outrora. Em um cenário pandêmico, a repercussão recai sobre o psicológico dos indivíduos, e cuidar da saúde mental se torna preponderante para nos manter saudáveis. Pequenos gestos, como comprar um punhado de milho na barraca de dona Maria, traz um pouco de normalidade para as vidas dos sujeitos. 

E como garantir a realização das feiras sem ferir as medidas de proteção? Relativamente algo simples de se resolver, bastando apenas tomar o exemplo das cidades vizinhas. Em Oliveira dos Brejinhos, foi adotado um protocolo especial, no qual versa sobre o distanciamento, de dois metros, entres as barracas, com a distribuição de álcool em gel e permitido somente três pessoas em cada uma; o uso obrigatório de máscara; a proibição de degustação de alimentos; a obrigatoriedade de manter o lixo ensacado; evitar apresentações de entretenimento; enfim, são algumas ações garantidoras totalmente viáveis de serem praticadas em Brotas. Inclusive, seria interessantíssimo se o próprio Poder Público montasse um estande no local, distribuindo folhetos com dicas para as pessoas se cuidarem quando por ali estivessem.       

Fazer coro pela volta das feiras é uma tentativa apoiada na motivação de vê-las fortes e produtivas, como nos últimos meses, pela força de vontade de muitos brotenses que depositaram tempo e empenho para revitalizá-las. Nada tem a ver com a esdrúxula torcida em favor do Coronavírus ou com a politicagem rasteira. Aliás, sobre essa última, muitas vezes deixamos de progredir por conta desse maldito hábito. Uma cidade próspera tem no seu povo o espaço para o diálogo e para a colaboração mútua. Logo, nessa e em outras pautas, sejamos abertos para dialogarmos, inclusive com aqueles de pensamentos contrários ao nosso.

Ao passo da adoção dessas medidas e, porventura, de outras necessárias, será possível mantermos as feiras livres funcionando sem ferir os cuidados imputados pela guerra contra o Corona. Obviamente, a intenção pautada nessas linhas é de procurar saídas e qualificar o debate, com a finalidade de contribuir com Brotas. Nem de longe é fomentar críticas à Gestão municipal, pois é infrutífero permear nesse limiar. De fato, se é plausível a abertura de bares, respeitando todos os protocolos de segurança, podemos, então, pensar em alternativas para reabrir as feiras do município, pautando as atividades dentro das normas estabelecidas pelos órgãos competentes e contribuindo com o fortalecimento da economia de Brotas e com o bem-estar dos brotenses.



Fotos da Redação

08/09/2020

   

BROTAS DE MACAÚBAS: NÃO É RAZOÁVEL MANTER A PROIBIÇÃO DAS FEIRAS LIVRES
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